Santuário de N. Srª do Sagrado Coração

 

Grupo de Oração - RCC

 

O pecado

 

O que impede que, em nosso mundo, se manifeste plenamente o amor de Deus e se realize seu plano de felicidade, paz e união, é o pecado. Ele é a causa dos males que afligem a humanidade. “Com efeito, todos pecaram e todos estão privados da glória de Deus” (Rm 3,23).

O pecado é, basicamente, não crer em Deus. É não confiar plenamente nEle. É tudo o que não provém da fé. “Aquele que come apesar de suas dúvidas, condena-se por não se guiar pela convicção. Tudo o que não procede da convicção é pecado.” (Rom 14,23).

 

Resumo – (CIC 1870 a 1876)

1870. “Deus encerrou todos na desobediência, para a todos fazer misericórdia” (Rm 11,32).

1871. O pecado é “uma palavra, um ato ou um desejo contrário à lei eterna”1. É uma ofensa a Deus. Insurge-se contra Deus numa desobediência contrária à obediência de Cristo.

1872. O pecado é um ato contrário à razão. Fere a natureza do homem e ofende a solidariedade humana.

1873. A raiz de todos os pecados está no coração do homem. As espécies e a gravidade dos mesmos medem-se principalmente segundo seu objeto.

1874. Escolher deliberadamente, isto é, sabendo e querendo, uma coisa gravemente contrária à lei divina e ao fim último do homem é cometer pecado mortal. Este destrói em nós a caridade, sem a qual é impossível a bem-aventurança eterna. Caso não haja arrependimento, o pecado mortal acarreta a morte eterna.

1875. O pecado venial constitui uma desordem moral reparável pela caridade, que ele deixa subsistir em nós.

1876. A repetição dos pecados, mesmo veniais, produz os vícios entre os quais avultam os pecados capitais. 

Para refletir: (Gen 2,17), (Pr 8,36), (Mt 13,24-30.36-43), (Lc 18,9-14), (Jo 8,34;9,41), (Rom 3,23;5,20;6,23;11,32).

1. Sto. Agostinho, Faust., 22, 27; CSEL 25, 621(PL 42,418).